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A CRISE VAI PASSAR E O SETOR CALÇADISTA SE FORTACER
 
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A CRISE VAI PASSAR E O SETOR CALÇADISTA SE FORTACER


      
  Inovação, criatividade, novos mercados e muita flexibilidade para manter a qualidade do calçado produzido em Franca (interior de S.Paulo) foram as bases das mais de 760 fábricas de sapato de Franca, reconhecida como a capital brasileira do calçado masculino.
         Mas, a crise dos últimos anos fez Franca diversificar seu mix de produtos, com muitas fábricas fazendo tênis e calçado feminino. As empresas, que antes estavam fortemente vinculadas com exportação, hoje ampliaram as vendas no mercado interno e expandiram as fronteiras dos países para exportação.
            Jorge Donadelli, que por três anos esteve à frente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca (SINDIFRANCA), acredita que a crise está no fim e o setor calçadista vai sair dessa mais fortalecido.
            No balanço de sua gestão, Donadelli fala das tendências comerciais e critica o governo por não promover uma reforma cambial para melhorar performance nas exportações.
Quais as maiores reclamações do setor calçadista, em especial o de Franca?
Jorge Donadelli – Considerando que o setor calçadista de Franca ajudou muito no desenvolvimento da região e pode ajudar muito ainda, seria hora do Governo compensar, pelo menos nessa transição, o setor com uma política que contemplasse as perdas cambiais. Não adianta falar que os empresários precisam achar alternativas, precisam ser criativos. Se o governo não fizer alguma coisa que compense esta macabra política cambial, as exportações vão cair para menos de 20% daquilo que já se exportou.
Quais as saídas que o setor tem adotado?
 JD – Procurou-se  vender, em quantidades menores, para maior quantidade de clientes em mais de 120 países e acrescentar valor agregado ao produto. O que, de certa forma, deu resultado, mas ainda assim os clientes compram pouco porque nossos preços são altos por conta da nossa moeda.
Como as empresas ligadas ao Sindifranca conseguiram contornar os preços baixíssimos do sapato chinês e a dependência do mercado norte americano?
JD – Os empresários precisaram investir em novos modelos e novas matérias-primas, que foi muito bom para todo setor, de modo geral. As fábricas têm um mix de produto mais variado, incluiu-se alguns modelos femininos e tênis, melhorando a performance comercial.
O setor calçadista é empregador. Vocês investem na capacitação desse grande número de sapateiros?
JD – Sim.  As empresas, em sua grande maioria, investem muito. Aproximadamente 20% dos funcionários são matriculados em escolas especializadas.
Quais as ações do setor para o mercado interno? Existe boa demanda para um sapato caro como o fabricado em Franca?
JD – O mercado do sapato de boa qualidade está crescendo em maior proporção aos demais. Nossa expectativa para os próximos anos são positivas.
Qual a tendência macro-econômica para o setor calçadista?
JD – Eu, particularmente, entendo que para o setor crescer é fundamental aumentar as exportações. O mercado interno é muito bom, mas se não exportarmos, nosso setor estará ameaçado.
Qual sua opinião sobre a volta da inflação? Quanto isso vai influenciar no preço final do calçado?
 JD - Não acredito que o governo vai deixar a inflação chegar. Depois das escolas de tantos planos, nossos economistas saberão contornar essa ameaça.
            Jorge Donadelli presidiu o Sindifranca de 2005 a 2208 e passa o Sindicato para o empresário José Carlos Brigagão do Couto, dia 16 de julho, para uma nova gestão até 2010



11/7/2008